"Os recordes não me interessam, apesar de estarem aí, mas isso não te faz ganhar títulos", completou.
Messi, vencedor no início do ano de sua quinta Bola de Ouro, ostenta uma sala de troféus impressionante, com 42 títulos regionais, nacionais ou internacionais. Em 18 de fevereiro, marcou seu gol de número 300 no Campeonato Espanhol.
Com a seleção argentina, conquistou a medalha de ouro olímpica em Pequim-2008 e o título do Mundial Sub-20 da Holanda-2005, mas nunca conseguiu erguer um troféu com a seleção principal.
A Argentina não conquista um título importante desde a Copa América-1993.
O craque confessou que outra dívida que tem na carreira é jogar na primeira divisão de seu país. Seus primeiros passos no futebol foram nas categorias de base do Newell's Old Boys, antes de viajar à Espanha para defender o Barcelona.
"Sempre falei isso: é algo que tenho pendente e que gostaria de fazer", afirmou.
Em relação ao seu atual clube, onde forma um trio ofensivo imparável com o brasileiro Neymar e o uruguaio Luis Suárez, Messi atribuiu ao fato dos três jogadores serem latinos o bom entendimento entre eles em campo.
"Somos humanos e o fato de sermos latinos nos aproxima", admitiu.
Messi garantiu que, apesar dos três atacantes serem oriundos de países com fortes rivalidades no futebol, dentro da equipe isso não tem nenhum efeito negativo.
"Trabalhamos para o Barcelona e não há rivalidade. Somos profissionais, quando cada um representa sua seleção, os papéis mudam, mas não há rivalidade ou confrontos", explicou.
O camisa 10 do Barça também falou do português Cristiano Ronaldo, astro do Real Madrid e seu eterno rival na disputa para ser o melhor jogador do mundo.
"Somos profissionais que defendemos nossas equipes e somos adversários, mas nada além disso. Às vezes ganhamos, às vezes perdemos. Nunca houve nada além de respeito", concluiu.