(Arquivo) A Eurocopa começa em exatos 100 dias, na França, mas muitas incertezas ainda pairam sobre o torneio, tanto em termos esportivos, quanto em termos de organização (Arquivo) A Eurocopa começa em exatos 100 dias, na França, mas muitas incertezas ainda pairam sobre o torneio, tanto em termos esportivos, quanto em termos de organização

A Eurocopa começa em exatos 100 dias, de 10 de junho a 10 de julho, na França, mas muitas incertezas ainda pairam sobre o torneio, tanto em termos esportivos, quando em termos de organização, principalmente no que diz respeito à segurança.

Os atentados que abalaram o país em janeiro e novembro do ano passado, fizeram do torneio um evento de alto risco, no qual a segurança das delegações esportivas e dos torcedores envolverá um forte esquema policial.

Os organizadores estão em contato direto com as autoridades, o planejamento em conjunto para a Euro começou apenas em dezembro, depois da Conferência do Clima (COP21).

"A cooperação entre o Estado e o organizador em termos de segurança precisa estar baseada num intercâmbio eficiente", explica Jacques Lambert, presidente do Comitê Organizador da Euro-2016.

"Um dos pontos chaves é a transição nos estádios, entre o momento em que o torcedor passa do perímetro de segurança do Estado, para chegar a área sob responsabilidade do organizador. É nesse momento que o dispositivo precisará ter eficiência máxima", enfatiza.

O Ministério do Interior precisará encontrar um ponto de equilíbrio entre a divulgação de medidas de segurança para deixar o grande público mais sereno, e a necessidade de manter parte do esquema em sigilo, para não fornecer informações indevidas a eventuais terroristas.

Além dos estádios, outro ponto chave será as 'fan-zones', espaços dentro das cidades-sede em que torcedores poderão acompanhar os jogos em telões, com show e outras atrações, como aconteceu na Copa do Mundo no Brasil-2014.

Benzema à mercê da justiça

Dentro das quatro linhas, também sobram incertezas para as 24 seleções que participarão da competição.

Os anfitriões não são isentos de dúvidas, muito pelo contrário. Até agora, a França não sabe se poderá contar com um dos seus melhores jogadores, o atacante Karim Benzema, do Real Madrid.

Indiciado por ter supostamente chantageado com um vídeo íntimo um companheiro de seleção, o meia Mathieu Valbuena, o camisa 9 foi afastado dos 'Bleus' pela Federação francesa (FFF), mas uma nova decisão da juíza encarregada pelo caso pode virar o jogo.

Há duas semanas, a ordem de restrição que impedia Benzema de ter contato com Valbuena foi cancelada, abrindo a possibilidade de ambos atuarem juntos durante a Euro.

O ministério público recorreu da decisão, e o presidente da FFF, Noël Le Graët, só se pronunciará novamente quando o recurso será julgado.

De qualquer forma, o atacante não poderá ser convocado para os amistosos de 25 e 29 de março, contra Holanda e Rússia, por conta de uma lesão muscular na coxa que deve tirá-lo dos gramados por três semanas.

Ataques na berlinda

Outros favoritos ao título estão preocupados com seus craques. A Inglaterra, que terminou as eliminatórias com 100% de aproveitamento, ainda não sabe se o capitão Wayne Rooney poderá atuar no seu melhor nível na França.

O atacante do Manchester United sofreu uma lesão no joelho, e só deve voltar a jogar no meio do mês de abril.

Atual campeã mundial, a Alemanha também terá que esperar até abril para recuperar o líder da sua defesa, o zagueiro Jérôme Boateng, do Bayern de Munique.

O capitão da 'Mannschaft', Bastian Schweinsteiger, não é mais o mesmo desde que trocou o Bayern pelo Manchester United, e também preocupa.

O técnico Joachim Löw também vem tendo dores de cabeça com a posição de centroavante, desde que o veterano Miroslav Klose se aposentou da seleção, depois de se tornar no Brasil o maior artilheiro da história das Copas do Mundo (16 gols).

Mario Gomez voltou a ser chamado, sem muito sucesso, e Löw tenta agora impor um esquema com 'falso 9', com Thomas Müller ou Mario Götze.

Balotelli e Hazard apagados

Atual bicampeã europeia, a Espanha tem um problema semelhante. Diego Costa nunca conseguiu se impor, e o técnico Vicente Del Bosque já testou vários jogadores com perfil semelhante, como Soldado ou Negredo, ou até jovens promessas, como Alcácer ou Morata, sem encontrar o nome ideal.

Existe também uma dúvida sobre o goleiro Iker Casillas, capitão emblemático da 'Roja', que vem caindo de produção nos últimos anos.

A vice-campeã Itália também tem problemas lá na frente. Mario Balotelli, que foi um dos heróis da campanha da 'Nazionale' na última edição, em 2012, já está fora do radar do técnico Antonio Conte há muito tempo.

Jogadores menos conhecidos foram testados, como Graziano Pellè, Simone Zaza, ou o brasileiro naturalizado italiano Éder.

Líder do controverso ranking da Fifa, a Bélgica tem vários jogadores talentosos, mas o maior expoente da 'geração dourada', Eden Hazard, atravessa uma péssima fase com o Chelsea, com apenas três gols e seis assistências em 34 partidas nesta temporada.

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