"Estamos tentando verificar se o fogo deixou feridos ou não", declarou à AFP um agente da polícia local que pediu para não ser identificado.
O funcionário disse que cerca de 450 famílias estão afetadas.
No oeste de Mianmar, no estado de Rakhin, mais de 100.000 rohingyas vivem em campos de refugiados, deslocados pela onda de violência entre muçulmanos e budistas que em 2012 deixou mais de 200 vítimas fatais, em sua maioria muçulmanas.
A ONU lançou no início de março um alerta sobre esta minoria muçulmana e disse temer que sejam esquecidos na transição política que o país vive após décadas de governo militar.
Os rohingyas, que frequentemente são apátridas, embora vivam em Mianmar há várias gerações, são tratados como imigrantes irregulares do vizinho Bangladesh e carecem de acesso ao mercado de trabalho, ao sistema educacional e à saúde.