No texto, o Conselho de Segurança pede para "estabelecer um mapa do caminho" para aplicar "medidas de segurança", como a retirada de armas pesadas e permitir o restabelecimento de atividades nas instituições públicas.
O Conselho "toma nota das consequências humanitárias do conflito para o povo iemenita e destaca que, diante da ausência de uma solução política, a situação humanitária vai piorar".
O conflito no Iêmen começou meses depois de os insurgentes terem lançado uma ampla ofensiva, em julho de 2014, de seu reduto no norte, o que lhes permitiu se apoderar de amplas regiões, inclusive a capital, Sanaa, com a ajuda de unidades militares fiéis ao ex-presidente Ali Abadallah Saleh.
No fim de março de 2015, a Arábia Saudita se pôs à frente de uma coalizão militar sunita para impedir o avanço dos huthis. O governo, ajudado pela coalizão, reconquistou em 2015 vastas regiões, sobretudo no sul, mas o conflito ficou emperrado.
Desde o início da intervenção saudita, 6.400 pessoas morreram, enquanto 2,8 milhões foram deslocadas e 80% da população precisam de ajuda humanitária, segundo números das Nações Unidas.