"Estive duas horas contando o que está acontecendo", revelou Bonafini durante entrevista coletiva em um hotel de Roma.
A ativista dos direitos humanos, 87 anos, destacou que evitou falar sobre os desaparecidos durante a ditadura (1976-1983) para se dedicar à atual situação dos pobres e desempregados do país e denunciar o governo liberal de Macri.
"Em cinco meses este governo destruiu o que fizemos durante 12 anos", lamentou Bonafini na conversa com o Papa argentino, em referência ao governo dos presidentes peronistas Néstor e Cristina Kirchner.
Francisco, que foi eleito Papa em 2013 e ainda não visitou seu país de nascimento como Sumo Pontífice, era muito criticado por Bonafini quando era arcebispo de Buenos Aires.