Palestino suspeito de colaborar com Israel, detido na Cidade de Gaza, em 23 de dezembro de 2010 Palestino suspeito de colaborar com Israel, detido na Cidade de Gaza, em 23 de dezembro de 2010

As autoridades judiciais da Faixa de Gaza vão iniciar, em breve, uma série de execuções em público de condenados por crimes comuns - anunciou o procurador-geral de Gaza neste domingo.

"Em breve, serão aplicadas penas capitais em Gaza", anunciou o procurador-geral Ismail Jaber, pedindo que "aconteçam diante de uma multidão significativa".

Desde que o Hamas assumiu o controle de Gaza em 2007, realizou execuções ordenadas por tribunais civis, ou militares, mas houve poucos casos de execuções públicas. E, nessas situações, em sua imensa maioria, os palestinos haviam sido acusados e condenados por colaborar com Israel.

Treze homens, grande parte condenada por homicídio, estão na fila à espera de sua execução, disse um líder do Hamas, Khalil al-Haya, durante a oração de sexta-feira.

"As famílias das vítimas têm o direito de reivindicar a aplicação das penas", completou.

As últimas execuções públicas em Gaza aconteceram em 2014, em plena guerra com Israel, quando seis homens foram executados na frente da principal mesquita da cidade de Gaza.

Segundo o Centro Palestino de Direitos Humanos, nove condenações com pena capital foram pronunciadas em 2015 na Faixa de Gaza e outras duas na Cisjordânia ocupada, território dirigido pela Autoridade Palestina, de Mahmud Abbas. Desde o início de 2016, mais de dez condenações foram anunciadas em Gaza.

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