O grupo controla atualmente 78.000 km².
Os curdos sírios, ao contrário, ampliaram a zona sob seu controle em 186%, totalizando em meados de dezembro 15.800 km².
Uma das perdas do EI foi a zona da fronteira norte entre Turquia e Síria, na região de Tal Abyad, que era um dos principais pontos de passagem do grupo na fronteira turca.
"Nossos aviões já provocaram um impacto financeiro no Estado Islâmico após a perda do controle da zona de fronteira de Tal Abyad, o que se soma à recente intensificação dos ataques aéreos contra as capacidades de produção petroleira do grupo", destaca Columb Strack, analista da Jane's especializado no Oriente Médio.
"Outras perdas substanciais do EI foram a cidade iraquiana de Tikrit, parte do complexo da refinaria de Baiji e trechos da principal estrada entre Raqa e Mossoul, o que complica o trânsito de armas e provisões entre as duas principais cidades sob o controle do Estado Islâmico".
Apesar destas perdas, em 2015 o EI conquistou territórios no oeste da Síria, como a histórica cidade de Palmira e o centro de Ramadi", destacou Columb Strack, lembrando a ofensiva do grupo jihadisra em maio de 2015.
A análise "geoespacial" das atividades do EI revela ainda que forças jihadistas estão "fortemente concentradas em torno de Bagdá e Damasco".
Como o EI, o regime do líder sírio, Bachar al-Assad, perdeu terreno em 2015, controlando no momento cerca de 30.000 km² (-16%) da superfície total do país de 185.180 km², mas Columb Strack destaca que "o governo sírio conseguiu recuperar parte de suas perdas territoriais graças à intervenção militar russa a partir de setembro".