Se for aprovado, a Grécia terá três meses para se adequar ao regulamento do código Schengen e reparar os erros no controle da chegada dos migrantes.
Especialistas da Comissão viajaram em novembro à fronteira terrestre entre Grécia e Turquia, assim como a várias ilhas do mar Egeu, os principais pontos de entrada no bloco europeu em 2015 de quase um milhão de migrantes.
Segundo Dombrovskis, as deficiências constatadas envolvem o fato de que "não há uma identificação efetiva e inclusão de dados dos imigrantes irregulares em uma base".
As impressões digitais não entram sistematicamente no computador, não é verificada a autenticidade dos documentos de viagem, os nomes não são incluídos nas bases de dados existentes, sejam nacionais, do espaço Schengen ou da Interpol, enumerou.
Segundo o código Schengen, os membros deste espaço devem diferenciar os solicitantes de asilo dos chamados "migrantes econômicos" e organizar o retorno destes últimos aos seus países de origem.
As falhas nestes controles justificaram para alguns Estados membros o restabelecimento dos controles fronteiriços nas fronteiras internas.