O presidente peruano, Ollanta Humala, em Le Bourget, no dia 30 de novembro de 2015 O presidente peruano, Ollanta Humala, em Le Bourget, no dia 30 de novembro de 2015

O governo peruano negou, nesta terça-feira, possíveis ligações do presidente peruano Ollanta Humala com supostos pagamentos realizados pela Odebrecht, que opera no Peru e que é investigada por atos ilícitos no Brasil.

A secretaria de Imprensa da presidência peruana, em um comunicado, informou que o embaixador do Brasil no Peru, Marcos Raposo Lopes, foi convocado ao palácio do governo pelo próprio Humala, que buscava "expressar sua rejeição a tais informações e solicitar informação oficial sobre o assunto".

Na reunião, estava o primeiro-ministro peruano, Pedro Cateriano, e a ministra das Relações Exteriores, Ana María Sánchez.

Segundo um relatório da Polícia Federal brasileira, Humala estaria envolvido com o caso devido a uma análise das planilhas que eram realizadas pela administradora María Lucía Guimarães Tavares, que mantinha uma relação profissional com a Odebrecht desde janeiro de 2006 e que, de acordo com a polícia, "ajudava o presidente da Odebrecht (Marcelo Odebrecht) em suas práticas criminosas".

A folha de cálculo leva o título de "Posição do Programa Especial Italiano" e está datada de 31 de julho de 2012. Nela, aparecem o que, segundo a polícia, seriam as iniciais do líder peruano com o rótulo 'Projeto OH'. Ao lado da referência a Ollanta Humala, há uma anotação com a cifra de 4,8 bilhões de reais.

Segundo a imprensa, este montante havia sido entregue em 2011. Após vencer o segundo turno das eleições contra Keiko Fujimori, Ollanta Humala assumiu a presidência do Peru no dia 28 de julho de 2011. O relatório não detalha o motivo da entrega do dinheiro.

No documento, assegura-se que existem "provas significativas" de que os pagamentos foram feitos. Segundo a Polícia Federal, os pagamentos "revelam práticas criminosas ainda não descobertas, que certamente envolverão novas investigações sobre novos sistemas ilícitos e agentes corruptores".

A Odebrecht peruana, em um comunicado, assegura que "nunca realizou doações nem entrega indevida de dinheiro a partidos políticos ou autoridade política".

Insistiu que as notícias na imprensa que relacionam o Peru à investigação Lava Jato evidenciam "que não se trata de uma acusação formal, mas de avaliações preliminares baseadas na interpretação de notas pela Polícia Federal do Brasil".

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