Dos cortes que vão começar na próxima segunda-feira também foram dispensados hospitais, aeroportos e instalações das agências de segurança em todo o país, acrescentou o funcionário.
No entanto, os municípios da grande Caracas onde não há "um consumo eficiente" de energia também entraram no racionamento de energia, alertou Motta.
Os apagões foram anunciados devido à seca causada pelo fenômeno climático El Niño, que mantém em níveis críticos a usina hidrelétrica de Guri, que fornece 70% da energia do país.
Motta indicou que 63% do consumo total de eletricidade está concentrado na área residencial, mas disse que a população não tomou consciência da necessidade de economizar.
Portanto, haverá cortes programados de quatro horas por dia durante 40 dias.A medida faz parte de um plano de economia de energia implementado pelo governo de Nicolas Maduro há dois meses, que envolve a redução do horário de trabalho no setor público em 40%.
Além disso, a partir de 1º de maio os relógios vão ser adiantados em 30 minutos, voltando para o fuso horário de quatro horas a menos em relação ao meridiano de Greenwich (-04H00 GMT) para tirar proveito da luz do dia.
O governo também exigiu dos grandes consumidores, como shopping centers e hotéis, que gerem sua própria energia, o que tem feito com que vários estabelecimentos fechem mais cedo.