"Esta vitória é um reconhecimento do governo constitucional do presidente Nicolás Maduro e do sistema democrático de promoção dos direitos humanos", destacou a chefe da diplomacia venezuelana.
Rodríguez agradeceu os países "que apoiam a plena soberania" da Venezuela e assinalou que "apenas o governo de direita do Paraguai se afastou do consenso em apoio ao diálogo" entre Maduro e a oposição.
Já o presidente do Parlamento de Venezuela, o opositor Henry Ramos Allup, criticou severamente o governo argentino de Mauricio Macri por não promover uma reunião extraordinária da OEA sobre a aplicação da Carta Democrática Interamericana.
"Pena a posição da Argentina na sessão da OEA. Acreditávamos em outra coisa após as declarações de Macri sobre a Venezuela. Cristina (Kirchner) ao menos não era hipócrita", escreveu o parlamentar.
A Organização dos Estados Americanos (OEA) adotou nesta quarta-feira a proposta argentina, que declara apoio a um "diálogo aberto" entre o governo e a oposição na Venezuela visando encontrar uma solução "rápida" e "efetiva" para a crise.
A reunião extraordinária do Conselho Permanente da OEA aconteceu um dia depois de o secretário-geral, Luis Almagro, pedir uma "sessão urgente" deste órgão político da entidade regional para discutir a crise "institucional" da Venezuela, invocando a Carta Democrática.