(Arquivo) Migrantes são vistos em um trem, em Copenhague, no dia 10 de setembro de 2015 (Arquivo) Migrantes são vistos em um trem, em Copenhague, no dia 10 de setembro de 2015

O governo de direita da Dinamarca anunciou nesta terça-feira um acordo com o principal partido da oposição para garantir uma maioria parlamentar que apoie seu controverso projeto de lei sobre o confisco das bens de valor dos imigrantes para financiar sua estada no país.

Venstre, o partido liberal do primeiro-ministro Lars Løkke Rasmussen, seus aliados de direita, o Partido Popular Dinamarquês (DF), a Aliança Liberal e o Partido Popular Conservador acertaram com os social-democratas o conteúdo do texto, que será debatido nesta quarta-feira no Parlamento, segundo o ministério da Integração.

Muito comentado no exterior, esse projeto de lei gera dúvidas até mesmo entre a maioria no Parlamento. O ministro da Imigração e da Integração, Inger Støjberg, teve de rever o texto duas vezes desde o anúncio do projeto, em 10 de dezembro.

Medida de justiça social para alguns, imposto sobre a miséria para outros, o texto autoriza a polícia a "apreender os bens que os requerentes de asilo trazem para cobrir as suas necessidades de alimentação e abrigo".

Em um primeiro rascunho, previa que os imigrantes seriam autorizados a guardar 3.000 coroas dinamarquesas (cerca de 400 euros) e joias.

Mas diante dos protestos, o ministro apresentou em 8 de janeiro uma nova versão, elevando o total para 10.000 coroas. Joias, medalhas ou retratos de família também foram isentos de apreensão, a menos que tenham "grande valor econômico".

O projeto de lei, que eventualmente será submetido aos deputados, isenta "totalmente" todos os bens "de particular valor sentimental" para seu proprietário.

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