Pouco antes, o procurador-geral Ramiro Guerrero revelou em coletiva de imprensa que "a senhora Zapata nunca esteve internada no Hospital da Mulher (para dar à luz), o bebê nunca nasceu nesse Hospital da Mulher".
Além disso, assegurou que a ex-namorada do presidente forjou uma certidão de nascimento, após falsificar um documento do hospital, correspondente a outra criança nascida um ano antes.
O escândalo veio à tona no começo do mês passado, quando o jornalista Carlos Valverde revelou que o governante havia tido um filho com Zapata e que ela era, naquele momento, gerente comercial da companhia chinesa CAMC, que na gestão atual firmou contratos com o Estado no valor de 560 milhões de dólares.
Morales admitiu de forma pública a relação surgida em 2007 e admitiu que, fruto deste relacionamento, nasceu um menino, embora tenha dito que a criança morreu pouco tempo depois, e que o relacionamento havia terminado.
O presidente, que negou as acusações da oposição de tráfico de influências, pediu para investigar a empresa chinesa. Zapata foi presa preventivamente após as acusações de enriquecimento ilícito.
Uma mulher que se identificou com tia de Zapata, afirmou à imprensa local que o menino, que teria entre oito e nove anos, existia, mas a declaração foi negada pelo próprio governo, que trabalhava com a versão da morte da criança. Uma irmã de Zapata negou que a família conhecesse a pessoa que disse ser tia da ex-namorada de Morales.
Desde que foi presa, Zapata não voltou a fazer declarações públicas sobre o caso.
O escândalo começou dias antes de um referendo que rejeitou a terceira reeleição consecutiva de Morales.