Até agora, a imprensa havia falado de pagamentos no valor de 3,5 milhões de euros.
Os dois jornais se baseiam em um documento de três páginas, datado em maio de 2008, no qual o ministro das Finanças da Venezuela detalha os pagamentos já realizados e fala em conceder recursos suplementares a esta fundação.
A fundação, ressalta o documento, realizou entre 2003 e 2007 trabalhos de assessoria para a presidência, o ministério do Interior ou a Assembleia Nacional venezuelanos.
Encarregada de fomentar a "consciência social bolivariana" dos funcionários venezuelanos por meio de uma "ação catequizadora" que divulgue estes valores, seu trabalho alcançou "resultados excelentes", afirma o documento.
A assinatura de novos contratos com a fundação "permitirá estreitar laços e compromissos com reconhecidos representantes das escolas de pensamento de esquerda, fundamentalmente anticapitalista, que na Espanha possam criar consensos de forças políticas e movimentos sociais, propiciando neste país mudanças políticas ainda mais próximas ao governo bolivariano", afirma o ministro.
O documento leva a assinatura do presidente Hugo Chávez sob o título "Comandante presidente Chávez".