Mas foram incapazes de formar governo pelas divergências ideológicas entre a coalizão de esquerda e direita Juntos por el Sí (62 deputados) e a anticapitalista Candidatura de Unidade Popular (CUP, 10 deputados).
O Juntos por el Sí (Juntos pelo Sim) precisa de ao menos dois deputados da CUP para reeleger o presidente em fim de mandato Artur Mas, mas a esquerda radical exige um plano de medidas sociais e uma figura de consenso para liderar o governo regional.
Ao final de dez horas de debate e votações neste domingo em Sabadell, uma pequena cidade 30 km ao norte de Barcelona, os delegados da CUP - contrários à União Europeia e à Otan - ficaram totalmente divididos: 1.515 votos a favor de aceitar Mas e 1.515 contra.
Agora será necessário que se forme um conselho político da CUP, com representantes das associações territoriais e das diferentes agrupações políticas que as integram, que decidirão no próximo dia 2 de janeiro.
Nesta semana, a coalizão apresentou sua proposta com medidas para lutar contra a pobreza infantil e os despejos e paralisar algumas privatizações. No entanto, manteve a candidatura de Mas, criticado pela CUP pelas políticas de austeridade e pelos escândalos de corrupção em seu partido CDC.
O imprevisível resultado mantém em suspense a região que, se até 9 de janeiro não conseguir se dotar de um novo governo, deverá realizar novas eleições, as quartas desde 2010.
Por sua vez, se a CUP validar a proposta, o Mas pode tomar posse até o fim do ano e começar a mobilizar seu plano para declarar a independência em um prazo máximo de 18 meses.