Contudo, os pais das vítimas de Ayotzinapa conseguiram enviar ao papa uma carta com suas preocupações, através da congregação dos jesuítas no México, completou o advogado.
Os pais haviam solicitado a intervenção destes religiosos para orquestrar um encontro com o pontífice, mas este encontro não se concretizou.
Além dos familiares destes jovens de Ayotzinapa, várias organizações de familiares de desaparecidos enviaram, há dois meses, cartas ao Vaticano para solicitar que Francisco participasse de uma audiência privada.
Apesar de não ter sido prevista uma reunião à parte na agenda do papa, representantes de grupos humanitários como Cidadãos em Apoio aos Direitos Humanos teriam um lugar na missa desta quarta-feira, em que se espera uma mensagem do pontífice para as famílias desesperadas.
Vidulfo Rosales afirmou que os pais dos 43 estudantes também receberam um convite para mandar três representantes à celebração.
A chamada guerra do narcotráfico deixou mais de 26 mil desaparecidos no país desde 2006, quando teve início a estratégia militarizada contra os cartéis do narcotráfico.
O desaparecimento destes jovens de Ayotzinapa em setembro de 2014, que estremeceu a opinião pública internacional, é uma das piores expressões da terrível violência que assolou o país.
Policiais da cidade de Iguala (sul) haviam atacado brutalmente estudantes do magistério e os entregue a membros do cartel de Guerreros Unidos, que os assassinaram e incineraram, segundo a investigação da promotoria.