Autoridades americanas disseram inicialmente que o motorista do veículo era "outro combatente masculino". No entanto, segundo as forças de segurança do Paquistão, o homem era Mohamad Azam, funcionário da companhia de aluguel de veículos Al Habib, com sede em Quetta, a capital do Baluchistão.
"Autoridades americanas que eu não conheço assumiram a responsabilidade pelo ataque na mídia. Peço que a justiça seja feita e que tomem medidas contra quem são os responsáveis por sua morte", escreveu o irmão do motorista morto em uma denúncia apresentada à polícia em 25 de maio à qual a AFP teve acesso neste domingo.
"Meu irmão era inocente. Era muito pobre. Era o único sustento de uma família com quatro filhos jovens", continua o documento.
"Meu objetivo é provar a inocência de meu irmão, apresentado como um insurgente, quando não era mais do que um simples motorista", declarou Azam a la AFP.
Desde 2004, Estados Unidos têm feito centenas de ataques com drones nas regiões paquistanesas fronteiriças com o Afeganistão, operações condenadas por Islamabad por violar sua "soberania", embora documentos mostrem a colaboração entre os dois países nos últimos anos.
Estados Unidos, Afeganistão e líderes talibãs confirmaram a morte do mulá Mansur, mas as autoridades paquistanesas só a reconheceram neste domingo.
"A identificação foi confirmada após um teste que comparou o DNA do mulá Mansur com o de um familiar que chegou do Afeganistão para recuperar o cadáver", afirmou em comunicado.