Várias vezes este mês, o reino saudita manifestou a sua disponibilidade em participar de uma invasão por terra se a coalizão internacional anti-EI, liderada por Washington, decidisse por tal ação.
Jubeir ressaltou que não poderia "especular" sobre uam eventual transformação das operações anti-EI a longo prazo em uma ação militar para derrubar o regime de Assad.
"Seria algo sobre a qual a coalizão internacional deveria tomar uma decisão. Por enquanto, o objetivo de qualquer força terrestre ou forças especiais seria combater o Daesh, a fim de recuperar território", declarou o ministro que falou em inglês e árabe.
O Pentágono confirmou na terça-feira que a Arábia Saudita havia assumido seu lugar na campanha de ataques aéreos liderada pelos Estados Unidos contra o EI.
A Arábia Saudita já fazia parte da coalizão internacional que luta há mais de 18 meses contra o grupo jihadista na Síria e no Iraque, mas havia reduzido significativamente o seu compromisso em março 2015 em razão de sua intervenção no vizinho Iêmen.
Jubeir também ridicularizou as declarações do presidente sírio, Bashar al-Assad, que disse na semana passada em entrevista à AFP que o seu objetivo era recuperar toda a Síria militarmente.
"Bashar al-Assad disse muitas coisas desde o início da crise na Síria. Muitas das suas palavras provaram ser irrealistas. Na verdade, esta é uma pessoa que causou a morte de mais de 300.000 pessoas inocentes, fez 12 milhões de deslocados e destruiu seu país (...) é claro que Assad não tem futuro na Síria ".