"Fico satisfeito em informar que todas as questões ligadas à fiança de José Maria Marin foram resolvidas para sua aprovação", afirmou o advogado Charles Tillman em carta ao juiz federal Raymond Dearie e apresentada no tribunal do Brooklyn.
Segundo o acordo com a procuradoria americana, Marin somou 200.000 dólares ao milhão que já depositou para completar o pagamento da última parcela de sua fiança, o que permite que responda às acusações em prisão domiciliar.
Em 14 de janeiro, Stillamn havia pedido ao juiz Dearie uma extensão do prazo até 5 de fevereiro para pagar a última parcela, uma garantia bancária de dois milhões de dólares, devido às difíceis "condições econômicas do Brasil".
Marin, de 83 anos, foi preso em maio do ano passado em Zurique, na Suíça, quando explodiu o escândalo de corrupção na Fifa, sendo extraditado em novembro para Nova York, onde se declarou inocente de cinco cargos que pesam contra ele, entre eles formação de quadrilha, fraude e lavagem de dinheiro.
Em 16 de dezembro, Marin se declarou inocente de sete novos cargos incluídos em uma segunda ata de inculpação da promotoria federal.
O ex-dirigente brasileiro foi colocado sob prisão domiciliar com monitoramento eletrônico por 24 horas, baixo uma fiança de 15 milhões de dólares.
Marin é acusado de ter apropriado-se indevidamente de milhões de dólares procedentes de empresas esportivas relacionados à venda de direitos televisivos das Copas América de 2015, 2016, 2019 e 2012, e da Copa do Brasil entre 2013 e 2022.
A CBF foi atingida em cheio pelo escândalo de corrupção na Fifa, já que além de Marin estão sendo processados o atual presidente Marco Polo del Nero e o ex-mandatário Ricardo Teixeira.