Segundo as investigações, Gonzaga Miranda, ex-presidente municipal de Cuetzala del Progreso, "participava diretamente da transferência e comercialização da droga, dentro de um grupo criminoso com operação nos municípios de Iguala, Cocula e Cuetzala", acrescenta.
Segundo o Ministério Público, 43 estudantes foram atacados em Iguala em 26 de setembro de 2014 por policiais municipais desta cidade e da vizinha Colula, que os entregaram ao cartel Guerreros Unidos.
Ao confundi-los com integrantes de um grupo inimigo, os traficantes teriam assassinado os estudantes, queimado seus corpos em um lixão de Cocula e depois lançado seus restos em um rio, segundo a versão oficial.
"Há indícios para apontar que Gonzaga Miranda pode estar relacionado ao grupo criminoso que acredita-se que tenha participado do desaparecimento dos estudantes (...), para o qual pode ter desviado recursos públicos durante sua gestão como presidente municipal no período 2009 e 2012", afirmou a secretaria.
Mais de 120 pessoas foram detidas pelo desaparecimento dos estudantes, entre elas o ex-prefeito de Cocula, de Iguala (e sua esposa), assim como policiais das duas cidades.