"Se as Farc se desarmarem completamente, se afastarem de toda atividade ilegal e avançarem em um processo de afastamento de todas as suas atividades criminosas anteriores, então, este processo (de retirada) poderá ser realizado", completou Aronson.
Segundo o diplomata, uma organização designada como terrorista pelo Departamento de Estado americano deve abandonar a violência e "deixar de ser hostil para os cidadãos e para os interesses americanos" antes de poder ser avaliada sua retirada da lista.
Como este processo terminará para as Farc "dependerá das condições dentro da Colômbia", afirmou.
Os Estados Unidos, que em 1997 designaram o grupo como organização terrorista, acusam a guerrilha de atividades de narcotráfico.
Guerrilha mais antiga da América Latina, as Farc negociam com o governo do presidente Juan Manuel Santos, em Havana, um processo de paz para acabar com o conflito armado interno de mais de meio século.
Santos chega amanhã a Washington. Na quinta, ele se reúne com o presidente Barack Obama para abordar, entre outros pontos, a ajuda americana no pós-conflito.