Destruição em hospital da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) após bombardeio americano, em Kunduz, Afeganistão, no dia 3 de outubro de 2015 Destruição em hospital da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) após bombardeio americano, em Kunduz, Afeganistão, no dia 3 de outubro de 2015

Os militares implicados no bombardeio americano contra um hospital da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) no Afeganistão, em outubro de 2015, receberam ou receberão sanções administrativas, informou nesta quinta-feira o departamento americano de Defesa.

No total, "mais de dez" militares são alvo deste procedimentos, revelo'u um oficial.

No dia 3 de outubro de 2015, forças americanas bombardearam um hospital da MSF em Kunduz, cidade do norte do Afeganistão, matando 42 pessoas, segundo uma investigação interna da própria ONG.

"Posso revelar que os indivíduos mais ligados ao incidente já foram suspensos de suas funções e são objeto de sanções administrativas", informou o coronel Patrick Ryder, porta-voz do Comando Central americano.

Em novembro, uma investigação realizada pelo Pentágono e pela missão da ONU no Afeganistão concluiu que o bombardeio ocorreu "antes de tudo por um erro humano", agravado por deficiências técnicas e falhas de procedimento.

A MSF pediu em dezembro aos Estados Unidos que realize uma investigação independente sobre o bombardeio, destacando que o ataque durou quase uma hora, buscando "matar e destruir".

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