Republicano de mais alto cargo eletivo em exercício na atualidade, Ryan lançou uma bomba no mês passado dentro do partido, quando anunciou que não estava pronto para apoiar a candidatura de Trump.
"Não há dúvida alguma de que ele e eu somos diferentes. Não vou fazer parecer o contrário (...) Mas a realidade é que, no que diz respeito aos temas centrais do nosso programa, temos mais pontos em comum do que divergências", afirmou Ryan, em uma coluna publicada no "site" GazetteXtra, de Wisconsin, seu estado natal.
No GazetteXtra, Ryan escreveu que começaria a apresentar uma série de propostas políticas na próxima semana para "atender às maiores prioridades do povo americano".
"Estes planos são o resultado de meses de trabalho dos republicanos da Câmara", acrescentou.
"Para aprovar estas ideias, precisamos de um presidente republicano que deseje transformá-las em leis", afirmou.
"É por isto que, quando Donald Trump definiu sua candidatura, não pude dar a ele o meu apoio antes de discutir políticas e princípios básicos", justificou.
No entanto, após conversar com o bilionário, sob pressão de outros líderes partidários, o presidente da Câmara disse nesta quinta-feira que Trump implementaria uma série de propostas políticas que o próprio Ryan está desenvolvendo para servir de base para a plataforma do Partido Republicano.
Apesar dos indícios de que abrandaria o tom de sua retórica para ajudar a obter apoio entre os republicanos, Trump foi especialmente combativo esta semana, chamando os jornalistas que cobrem política de "desonesto" e referiu-se a um jornalista em particular como "asqueroso".
Aparentemente dirigindo-se aos republicanos que afirmam nunca apoiar Trump, Ryan disse que a provável candidata democrata, Hillary Clinton, seria uma escolha pior.
"Uma Casa Branca com Clinton significaria mais quatro anos de clientelismo liberal e um governo mais voltado para si próprio do que ao povo que serve", escreveu. "De forma bem simples, ela representa tudo o que a nossa agenda quer consertar".