"O fato de que os comentários de certo candidato foram usados em um vídeo de recrutamento para um grupo extremista prova precisamente este ponto", disse o porta-voz John Kirby aos jornalistas.
Alguns comentários "podem ser percebidos pelos mesmos extremistas como alimento para justificar sua narrativa, como motivo para aderir a seu grupo", destacou Kirby.
Em um vídeo publicado na semana passada, os shebab somalis - ligados à rede Al-Qaeda - utilizaram um trecho do discurso de Trump de dezembro passado, após um casal de muçulmanos matar a tiros 14 pessoas na Califórnia e dos atentados em Paris que deixaram 130 mortos.
Em seu discurso, Trump propõe a "total e completa suspensão" da entrada de muçulmanos nos Estados Unidos, até que as autoridades americanas sejam "capazes de determinar e entender este problema".
No vídeo de recrutamento, os shebab convocam os muçulmanos americanos a "escapar da atmosfera opressiva de Ocidente pelas terras do Islã".