"Se os americanos pensassem realmente na estabilidade da região, iriam embora e deixariam de apoiar os terroristas", declarou o general Hossein Dehghan, segundo o site da televisão estatal iraniana.
Os líderes iranianos acusam regularmente os Estados Unidos de apoiar formações rebeldes na Síria, onde o regime, que recebe o apoio de Teerã, classifica de "terroristas" todos os grupos armados que se opõem a ele.
Ao término de uma reunião com seus colegas do Conselho de Cooperação do Golfo na última quinta-feira, o secretário de Estado americano, John Kerry, convocou o Irã a ajudar a "colocar fim à guerra no Iêmen, e não a prolongá-la, e a acabar com a guerra na Síria, não a intensificá-la".
Segundo a Arábia Saudita, Teerã apoia os rebeldes xiitas no Iêmen, enquanto seu apoio ao governo de Bashar al-Assad é de domínio público.
Apesar da entrada em vigor em janeiro do acordo nuclear entre o Irã e as grandes potências e o levantamento de uma parte das sanções internacionais, a política regional do Irã e seu programa balístico continuam sendo elementos de discórdia entre Teerã e Washington.
Os Estados Unidos impuseram novas sanções ao Irã depois que este último realizou exercícios de tiro com mísseis balísticos.