"Não temos outra opção além da vitória", declarou Assad diante dos aplausos do Parlamente eleito em condições de guerra civil, em comícios que não foram reconhecidos por Washington e outros críticos internacionais do presidente sírio.
"Não há nada de surpreendente no que disse hoje, mas é desanimador", disse Mark Toner, porta-voz do Departamento de Estado, que acrescentou se tratar de uma declaração "clássica de Assad".
"Acreditamos que a Rússia e o Irã poderiam ao menos recorrer àqueles dentro do regime que ainda podem influenciá-lo para evitar que permita que este processo político, este término de hostilidades, colapse totalmente", disse Toner.
John Earnest, porta-voz do presidente americano Barack Obama, estimou que a determinação de Assad de não sair do poder "só agrava o caos e a confusão".
"O presidente (russo Vladimir) Putin se comprometeu a usar essa influência para fazer com que o regime de Assad cumpra com o término das hostilidades".
A Rússia e os Estados Unidos comandam o Grupo Internacional de Apoio à Síria (ISSG) de 21 nações que respaldam um processo liderado pela ONU para negociar um fim da guerra civil na Síria, que já leva cinco anos.