"Não hesitaremos em pedir contas aos soldados e oficiais que não respeitarem os critérios operacionais e morais que guiam nossas ações", advertiu ainda.
O soldado é acusado de disparar na cabeça de um palestino já ferido a bala depois que este atacou com uma faca vários militares israelenses em Hebron, na Cisjordânia, no último dia 24.
Ativistas de extrema-direita e deputados da oposição acusam o comando, o chefe de Governo, Benjamin Netanyahu, e o ministro da Defesa, Moshé Yaalon, de não ater apoiado o militar, apresentado como "vítima de um linchamento midiático".
O soldado envolvido, que tem dupla nacionalidade franco-israelense, não teve seu nome revelado, mas compareceu ante um tribunal militar. Sua prisão foi prorrogada até quinta-feira.
Os defensores alegam que o palestino poderia ter um cinturão de explosivos escondido debaixo da roupa.
O vídeo feito por um ativista mostra os outros soldados visivelmente despreocupados ante o palestino agonizante.
O caso suscitou uma discussão em Israel sobre a ética nas ações do exército, mas, segundo pesquisa recente, 57% dos israelenses são contrários a que o soldado seja levado a julgamento.