Mariano Rajoy em coletiva de imprensa em Madri em 26 de fevereiro após se reunir com o rei Felipe VI Mariano Rajoy em coletiva de imprensa em Madri em 26 de fevereiro após se reunir com o rei Felipe VI

Os espanhóis terão de voltar às urnas pela segunda vez em seis meses depois que o rei Felipe VI da Espanha assinou nesta terça-feira o decreto de convocação de novas eleições legislativas para 26 de junho, diante da incapacidade dos partidos para formar um governo.

No decreto, o rei ordena a dissolução do Parlamento e a convocação de eleições apenas seis meses depois das legislativas de dezembro, que deixaram o país com um cenário político muito fragmentado, com quatro grandes partidos incapazes de chegar a um entendimento para a formação do Executivo.

A sessão parlamentar que iniciará a próxima legislatura acontecerá em 19 de julho, afirmou o presidente do Congresso dos Deputados, Patxi López.

"É a primeira vez que acontece este fato no período democrático, porque não soubemos cumprir o mandato cidadão de chegar a um acordo de maioria suficiente para formar um governo", lamentou López.

Desde a restauração da democracia, em 1977, após 40 anos de ditadura do general Francisco Franco (1939-1975), a Espanha não vivia um bloqueio político como este.

Nas eleições de 20 de dezembro, os espanhóis puniram os dois grandes partidos, o Partido Popular (PP) e o Partido Socialista (PSOE), que historicamente se alternam no poder.

O PP do chefe de Governo Mariano Rajoy, no poder desde 2011, venceu a votação, mas com uma queda de 186 cadeiras no Parlamento, a 123. O PSOE registrou o pior resultado de sua história com 90 deputados, contra 110 em 2011.

Os eleitores, irritados com a austeridade e a corrupção, deram espaço a dois novos partidos: Podemos, de extrema-esquerda, que saiu das urnas com 65 deputados junto a vários aliados, e Ciudadanos (centro-direita), com 40 cadeiras no Parlamento.

Para formar o governo era necessário estabelecer coalizões, o que nenhum grupo conseguiu, prolongando o governo interino de Mariano Rajoy, que tem poder apenas para administrar os assuntos cotidianos e não está autorizado a realizar nenhuma reforma.

Esta situação pode prosseguir até agosto, várias semanas após a sessão inaugural do Parlamento em 19 de julho, que abrirá uma nova etapa de negociações para a formação de um Executivo.

Tudo isso acontece enquanto a quarta economia da zona euro ainda luta para sarar as feridas da crise, com uma taxa de desemprego de 21%, a segunda mais elevada da União Europeia depois da da Grécia, e reduzir seu déficit público.

Dessa forma, a Espanha continuará até lá dirigida pelo governo interino de Mariano Rajoy, que só poderá gerenciar assuntos cotidianos e não terá autorização de empreender qualquer reforma.

Os espanhóis não estão satisfeitos com este bloqueio: seis em cada dez (61,2%) consideram que a situação política do país é "ruim ou muito ruim", segundo uma pesquisa publicada nesta terça pelo Centro de Pesquisas Sociológicas (CIS), subordinado ao governo.

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