"Nós nos demos conta de que são muito mais numerosos do que pensamos em um [primeiro] momento", disse Hollande, em coletiva de imprensa. Os atentados em que morreram 130 pessoas foram reivindicados pelo grupo extremista Estado Islâmico.
A polícia deteve cinco pessoas, inclusive um suspeito-chave dos atentados em Paris, Saah Abdeslam, em uma operação nesta sexta-feira em Bruxelas, disse o premiê belga, Charles Michel.
"Prendemos Salah Abdeslam", disse Michel em declaração à imprensa, junto com o presidente francês, François Hollande.
"Esta é uma vitória importante na batalha pela democracia e contra esta abominável forma de extremismo", acrescentou.
O porta-voz da promotoria belga, Eric van der Sypt, informou em seguida que no total cinco pessoas foram presas em três operações: Salah Abdeslam e um cúmplice, assim como três membros da família que os abrigava.
Hollande disse esperar que a Bélgica extradite Salah Abdeslam para a França "o quanto antes".
"Salah tem uma ordem de captura europeia, não duvido que logo haverá um pedido de extradição (...) e não duvido que as autoridades belgas o aceitarão o quanto antes", disse Hollande.
Abdeslam "participou de uma forma ou de outra" nos atentados de 13 de novembro, em Paris, que deixaram 130 mortos.
O presidente francês anunciou ter convocado uma reunião especial do conselho de defesa nacional para o sábado.
"Nosso combate não terminou e amanhã, dado as informações que comunicaram, reunirei o conselho de defesa", que reúne ministros a cargo da segurança e as principais autoridades de segurança francesas, disse Hollande.