O Irã, junto com a Rússia, é o aliado mais próximo do regime de Bashar al-Assad, enquanto a Arábia Saudita apoia a oposição armada na Síria e exige que o presidente sírio deixe o poder.
Depois de duas conferências internacionais em Viena, onde o Irã e a Arábia Saudita participaram, a ONU espera reunir representantes do governo e da oposição síria em Genebra, em 25 de janeiro, para um diálogo de paz.
Mas a crise entre Riad e Teerã ameaça a continuação deste processo frágil iniciado pela comunidade internacional para encontrar uma solução política para a guerra que já dura anos e meio.
No domingo, Riad rompeu suas relações com Teerã depois que manifestantes iranianos incendiaram duas de suas sedes diplomáticas em protestos pela execução do clérigo xiita Nimr el Nimr, crítico do regime saudita.
O Conselho de Segurança da ONU condenou nesta segunda-feira com firmeza o ataque contra a embaixada saudita em Teerã, e apelou ao Irã para que proteja o pessoal diplomático e as propriedades da Arábia Saudita.
O embaixador de Riad na ONU, Abdallah Al-Muallimi, garantiu que a decisão da Arábia Saudita de romper relações com o Irã não deve impactar os esforços de paz na Síria e no Iêmen.
"Da nossa parte, não haverá qualquer efeito, porque continuaremos trabalhando muito duro para apoiar os esforços de paz na Síria e no Iêmen", declarou o diplomata à imprensa.