(Arquivo) Memorial em Yerevan, Armênia (Arquivo) Memorial em Yerevan, Armênia

A Turquia anunciou nesta quinta-feira sua decisão de enviar um embaixador ao Vaticano, depois de ter retirado seu funcionário no ano passado, quando o papa Francisco usou o termo genocídio para se referir aos massacres dos armênios em 1915.

O ministério turco das Relações Exteriores justificou sua decisão por um declaração publicada na quarta, na qual o Vaticano parabeniza a Turquia por sua vontade de criar junto com a Armênia uma comissão mista de historiadores para estudar os fatos de 1915.

No ano passado, poucos dias depois do centenário dos massacres de 1915, Francisco disse que essa "tragédia é amplamente considerada o primeiro genocídio do século XX".

Suas palavras indignaram as autoridades turcas, que negam a existência de um genocídio.

A Armênia calcula que 1,5 milhão de armênios foram assassinados de maneira sistemática no final do Império Otomano e historiadores de mais de 20 países consideram isso um genocídio.

Já a Turquia afirma que foi uma guerra civil, durante a qual morreram entre 300.000 e 500.000 armênios e o mesmo número de turcos.

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