"Espero que durante a primeira etapa das negociações possamos progredir ao menos em um primeiro ponto", disse De Mistura.
Nesta sexta-feira, o ministro das Relações Exteriores russo, Serguei Lavrov, pediu a De Mistura que inclua os curdos nas negociações, uma proposta à qual a Turquia se opõe.
"O lançamento das negociações sem a participação deste grupo seria um sinal de debilidade por parte da comunidade internacional", afirmou Lavrov em uma coletiva de imprensa em Moscou.
As negociações, previstas para a próxima semana sob a égide da ONU, serão as primeiras desde a entrada em vigor no dia 27 de fevereiro do acordo para um cessar das hostilidades impulsionado por Estados Unidos e Rússia.
Desde as primeiras negociações, que fracassaram em 2014, o principal obstáculo é o futuro do presidente Bashar al-Assad, que se recusa a deixar o poder, apesar de cinco anos de guerra que deixaram mais de 270.000 mortos e milhões de deslocados.