(Arquivo) Imagem da cerca e torre de observação do abandonado "Camp X-Ray" da prisão de Guantánamo, registrada em 9 de abril de 2014 (Arquivo) Imagem da cerca e torre de observação do abandonado "Camp X-Ray" da prisão de Guantánamo, registrada em 9 de abril de 2014

Dois líbios que se encontravam detidos na prisão americana de Guantánamo foram transferidos para o Senegal, anunciaram nesta segunda-feira o Pentágono e o departamento de Estado.

Os detidos em questão são Salem Abdu Salam Ghereby e Omar Jalif Mohamed Abu Baker Mahjour, segundo um comunicado do Pentágono.

Após estas transferências, restarão 89 detidos na polêmica prisão, que antes chegou a abrigar cerca de 800 detentos, muitos sem julgamento, sem sentença, e alguns deles submetidos a tratamentos desumanos.

O secretário de Estado americano, John Kerry, agradeceu em um comunicado ao Senegal por receber os dois prisioneiros, e informou que os dois têm nacionalidade líbia.

De acordo com o jornal The New York Times, os dois líbios ficaram presos em Guantánamo sem julgamento por 14 anos, ou seja, quase desde a abertura da prisão, em janeiro de 2002 para deter os suspeitos dos ataques de 11 de setembro de 2001.

Salem Abdu Salam Ghereby, de 55 anos, e Omar Jalif Mohamed Abu Baker Mahjour Umar, que teria 43 ou 44 anos, tinham vínculos com a Al-Qaeda e um grupo de combatentes islamitas da Líbia, afirma o jornal.

O Senegal se uniu assim aos 26 países que, desde 2009, aceitaram receber cerca de cem ex-detentos de Guantánamo.

Barack Obama apresentou no final de fevereiro seu plano para fechar a prisão na esperança de cumprir com sua promessa de campanha. Mas o Congresso, de maioria republicana, é um obstáculo difícil de superar.

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