O homem que usava a identidade falsa de Soufiane Kayal, em imagem divulgada pela polícia belga em dezembro O homem que usava a identidade falsa de Soufiane Kayal, em imagem divulgada pela polícia belga em dezembro

O DNA de Najim Laachraoui, último cúmplice identificado dos atentados de Paris, foi encontrado no material explosivo utilizado nos ataques, que deixaram 130 mortos em 13 de novembro, informou nesta segunda-feira uma fonte ligada às investigações francesas.

Mais cedo, a procuradoria federal belga informou que Laachraoui, conhecido sob a falsa identidade de Soufiane Kayal, havia sido identificado.

"O nome Soufiane Kayal foi identificado como Laachraoui Najim, nascido em 18 de maio de 1991, e que foi à Síria em fevereiro de 2013", disse a procuradoria em um comunicado, sem indicar sua nacionalidade.

Uma casa vasculhada em 26 de novembro de 2015 em Auvelais, perto de Namur (sul da Bélgica), foi alugada sob a identidade falsa e foi utilizada para preparar os ataques de 13 de novembro, segundo a procuradoria.

"Rastros de DNA de Laachraoui Najim foram encontrados na casa alugada de Auvelais, assim como no apartamento da rua Henri Bergé em Schaerbeek (uma comunidade de Bruxelas) que teriam sido utilizados pelo grupo terrorista", disse a procuradoria, que lançou um novo apelo a testemunhas.

Laachraoui também passou por controles em um veículo no dia 9 de setembro, sob sua falsa identidade, na fronteira austro-húngara junto a Salah Abdeslam e Mohamed Belkaid, um argelino de 35 anos abatido pela polícia na terça-feira em Forest, no sudoeste de Bruxelas.

Os investigadores acreditam que Laachraoui e Belkaid estiveram em contato telefônico com alguns dos comandos que estavam em Paris em 13 de novembro.

Há uma "forte probabilidade" de que Belkaid tenha sido o destinatário da mensagem de texto: "Vamos, comecemos", enviado às 21h42 por um dos suicidas da sala de espetáculos Bataclan de Paris a um telefone localizado na Bélgica.

Outro número belga telefonou na mesma noite a Abdelhamid Abaaoud, suposto organizador dos ataques, a partir do mesmo local em Bruxelas.

Em 17 de novembro foi utilizada a falsa identidade de Belkais, Samir Bouzid, para fazer uma transferência de 750 euros a Hasna Ait Boulahcen, a prima de Abaadoud, para que encontrasse um esconderijo na região parisiense.

Abaaoud e Boulahcen morreram no ataque que a polícia francesa lançou no apartamento no qual se escondiam em Saint-Denis, um subúrbio do norte de Paris, poucos dias depois dos atentados de 13 de novembro.

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