Até o momento apenas um ponto foi fechado, segundo uma fonte europeia, do total de quatro itens da reforma pedida por Cameron, pressionado em seu país pelos eurocéticos de seu próprio partido e pelos anti-europeus do UKIP.
Cameron prometeu organizar uma consulta em seu país sobre a permanência da Grã-Bretanha na UE, mas para acalmar os eurocéticos se lançou em uma cruzada para que seus 27 sócios do bloco europeu aceitem reformas nos tratados.
No domingo, Tusk - que representa 28 membros da UE e tem mandato para negociar - prometeu um "trabalho intensivo nas próximas 24 horas" e estimou a sequência como crucial. Cameron quer obter um acordo com seus sócios na cúpula de 18 e 19 de fevereiro.
Enquanto isso, um porta-voz de Cameron estimou na noite de domingo que foram alcançados muitos progressos desde sexta-feira, quando o primeiro-ministro britânico almoçou com o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, em Bruxelas.
"Mas devemos trabalhar mais", insistiu.
Na manhã desta segunda-feira uma fonte europeia indicou que "as negociações prosseguem".
Quatro reformas
Cameron exige da UE reformas em quatro setores. A mais controversa delas tem por objetivo desencorajar a imigração intraeuropeia, em particular dos países do Leste do bloco.
Londres quer implantar uma moratória de quatro anos aos migrantes da UE que chegam ao país, durante a qual não poderão receber ajudas estatais.
As negociações buscam uma alternativa para esta medida considerada discriminatória e contrária aos princípios de livre circulação de bens e pessoas, que constitui um princípio fundador da UE.
A solução proposta por Bruxelas seria poder articular um "freio de emergência" que poderia ser ativado em caso de colapso dos serviços públicos britânicos devido à afluência ou se a segurança social for vítima de abusos reiterados.
A respeito, o porta-voz de Cameron celebrou no domingo "um avanço significativo" depois de obter a garantia da Comissão de que a Grã-Bretanha pode ativar este mecanismo "nas circunstâncias atuais".
"O que significa que o primeiro-ministro poderá colocar em prática sua promessa de cortar as vantagens sociais para os trabalhadores da UE por quatro anos", disse.
Cameron também pede garantias de que o reforço anunciado da zona euro não seja feito em detrimento dos países que não são membros da moeda única.