"Acho que precisamos ser muito duros contra a Rússia", sentenciou Shin Asakawa, que considera o prazo de nove meses até os Jogos do Rio muito curto para que o país possa provar que resolveu seus problemas com doping.
"Ninguém quer ver Olimpíadas em que todo mundo coloca em dúvida os resultados", insistiu.
No dia 13 de novembro Rússia foi suspensa de todas as competições internacionais pela Federação Internacional de Atletismo (IAAF), por conta de acusações de "doping organizado" reveladas por um relatório da Agência Mundial Antidoping (WADA).
Asakawa prometeu "passar noites em claro" para garantir que casos de doping não venham manchar as Olimpíadas no seu país.
"Ainda temos cinco anos pela frente, com várias noites em claro, para impedir que isso aconteça. Acreditamos num Tóquio-2020 limpo. Se não pudermos prometer aos atletas que podemos impedir esses escândalos de acontecer, teremos perdido esta corrida antes mesmo da largada", analisou.
"Por muito tempo, vimos o exemplo de Ben Johnson (velocista canadense flagrado depois de vencer os 100 m nos Jogos de Seul-1988) como o caso clássico de doping. Mas a época do uso de produtos proibidos especificamente para um determinado evento já acabou", explicou o japonês.
"Agora, trata-se de um planejamento complexo, para ajudar na recuperação depois dos treinos, com uma micro-dosagem que torna mais difícil detectar as substâncias", completou.