De acordo com Papachristou, o comunicado enviado pela embaixada não especifica os motivos do cancelamento da viagem da presidente.
Na última terça-feira, a presença de Dilma tinha sido confirmada pelo COH numa entrevista coletiva.
A cerimônia acontecerá nas ruínas da antiga Olimpia, berço dos Jogos da Antiguidade.
Depois do acendimento, a tocha será entregue a autoridades olímpicas brasileiras, em outra cerimônia, realizada no dia 27 de abril, no estádio Panathinaikó de Atenas.
A assessoria de imprensa da Presidência argumenta que a visita não chegou a ser de fato cancelada, na medida em que "nunca foi confirmada oficialmente".
No fim do mês passado, Dilma já havia cancelado uma viagem a Washington, capital dos Estados Unidos, onde deveria participar de uma cúpula sobre segurança nuclear.
Na ocasião, uma fonte da presidência havia atribuído a mudança na agenda "ao atual contexto político" brasileiro.
A cúpula aconteceu no dia 31 de março, dois dias depois do anúncio oficial da saida do PMDB da base aliada do governo.
Em meio ao processo de impeachment, especula-se que a Dilma prefere não viajar ao exterior para evitar que o vice-presidente Michel Temer, do PMDB, assuma a presidência, como é de praxe quando o chefe de Estado está fora do Brasil.