Dilma afirmou que os governos de linha progressista conseguiram chegar ao poder pela via eleitoral, mas ressaltou que são observados na região "conflitos entre o Executivo e o Legislativo que provocam discordância em certos setores", e que desembocam em mecanismos políticos "aparentemente democráticos".
Ela destacou que sua possível destituição "não é um golpe apenas contra a democracia, e sim contra os processos de inclusão social na América Latina" que, em sua opinião, contém políticas que estimulam o crescimento e o desenvolvimento.
Também insistiu que o possível impeachment "não tem base jurídica", porque ela "não cometeu crimes de corrupção", sendo acusada por assuntos de "administração orçamentária que não são a base para afastar um presidente".
Dilma denunciou "uma tentativa de chegar ao governo não por meio da vias eleitorais".
A Câmara dos Deputados já se pronunciou a favor da abertura do processo de impeachment no dia 17 de abril. Na próxima semana, o Senado deve votar sobre a questão.
Dilma Rousseff é acusada de ter maquiado contas públicas para ocultar o déficit orçamentário, as chamadas "pedaladas fiscais".
Caso os senadores aprovem a abertura formal do processo, Dilma Rousseff será afastada do poder por 180 dias à espera de seu julgamento, período em que seria substituída pelo vice-presidente Michel Temer, que a presidente acusa de traição.