As celebrações do Dia dos Trabalhadores foram dominadas por discursos contrários ao impeachment, mais uma vez classificado como "golpe" pela própria Dilma.
À militância, Dilma disse em São Paulo que seus adversários estão "rasgando a Constituição" e planejam derrubar as políticas sociais que tiraram milhões de brasileiros da pobreza nos últimos anos de governo petista.
"Se podem fazer isso comigo, o que vão fazer com a classe trabalhadora?", questionou Dilma, anunciando a ampliação do "Bolsa Família".
A multidão interrompeu o discurso várias vezes aos gritos de "Não vai ter golpe, vai ter luta!".
"A luta continua, não vai ter golpe", afirmou o presidente do PT, Rui Falcão.
"Não vamos dialogar com um golpista", sentenciou.
"Se não participarmos dessa resistência, se não formos às ruas, teremos de aguentar esse golpe da direita, que vai trazer desemprego, vai desorganizar a economia e fará milhões de pessoas voltarem para a pobreza de novo", lamentou a aposentada e militante do PT Edna Delanina.