A presidente Dilma Rousseff cancelou neste sábado sua participação em um ato partidário e se pôs à frente das negociações com legisladores para impedir o processo de impeachment que a oposição impulsiona contra ela no Congresso.

"Ela não vai, ficará fazendo as últimas negociações para a votação de domingo", disse à AFP um assessor do Palácio do Planalto (governo), em Brasília.

O evento fazia parte de uma contra-ofensiva de Dilma, que incluiu a divulgação de um vídeo nas redes sociais em que chamou de golpistas e aventureiros quem busca removê-la do cargo, assim como uma extensa rodada de conversações com deputados para tentar desmontar o "impeachment".

Mergulhada em uma profunda crise e com a popularidade no chão, a presidente foi acusada pela oposição de manipular as contas públicas em 2014 - ano em que foi reeleita - e no começo de 2015.

A oposição precisa somar 342 votos na Câmara dos Deputados (de um total de 513) para aprovar a moção, que se for ratificada pelo Senado, a afastaria do cargo e deixaria o poder nas mãos do vice-presidente Michel Temer.

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