Ao menos 17 pessoas morreram até agora e mais de 30 ficaram feridas, indicou à AFP Fayaz Khan, um oficial de polícia da zona.
Dois dos mortos são policiais, confirmou o chefe da polícia do distrito de Charsadd, onde se encontra Shabqadar, Sohail Jalid, ao confirmar o atentado suicida.
"Segundo os primeiros testemunhos, um suicida entrou no tribunal e detonou a carga explosiva no momento em que um policial tentava impedir sua passagem, acrescentou Jalid.
Uma facção dos talibãs paquistaneses, Khamat-ul-Ahrar, reivindicou o atentado. O grupo afirmou que se tratava de uma represália após o enforcamento de Mumtaz Qadri, considerado um herói em alguns círculos conservadores por ter matado em 2011 um governador favorável a uma controversa reforma de uma lei que reprimia a blasfêmia.
Qadri foi enforcado na madrugada da última segunda-feira, uma decisão considerada um momento decisivo para o Paquistão, onde as autoridades são acusadas com frequência de laxismo ante os extremistas. Seu funeral reuniu 100.000 pessoas.
Os talibãs ressaltaram ter atentado contra um tribunal num momento em que a justiça paquistanesa reforça as "leis anti-islâmicas", indicou à AFP um porta-voz do grupo, Ehsanullah Ehsan.