"É preciso sair, isso vai ser demolido", advertiam os policiais nos precários barracos ainda ocupadas.
Poucos minutos antes, um importante dispositivo policial, com 30 veículos e dois caminhões antidistúrbios, foram mobilizados no setor que deveria ser evacuado, onde na segunda-feira foram registrados confrontos entre migrantes e policiais.
Cerca de dez barracos foram incendiados na noite de terça-feira que, no entanto, foi relativamente tranquila.
Na manhã desta quarta-feira, os barracos terminavam de queimar, sob os olhares de militantes britânicos de ajuda aos migrantes.
Não se sabe se os incêndios foram acidentais ou voluntários, mas tiveram como efeito estender significativamente a parte desmantelada do sul da "selva".
Entre 800 e mil migrantes vivem na parte sul da "selva", segundo o governo francês, mas as associações consideram que na realidade são 3.500.
Em todo o acampamento, que se tornou a maior favela da França, estima-se entre 3.700 e 7.000 o número de imigrantes, principalmente sírios, afegãos e sudaneses.