"Este número é o mais elevado já registrado e representa o dobro do número de refugiados do mundo", lamentou Jan Egeland, secretário-geral do conselho norueguês para refugiados.
A tendência "se acelerou após a primavera árabe, no fim de 2010, e com a emergência do grupo Estado Islâmico", destaca o relatório, que aponta pelo quarto ano consecutivo recordes de deslocados.
Síria, Iêmen e Iraque respondem por mais da metade dos deslocados por conflitos em 2015. Em seguida surgem Afeganistão, República Centro-Africana, Colômbia, República Democrática do Congo, Nigéria, Sudão do Sul e Ucrânia.
O relatório revela ainda que 19,2 milhões de pessoas se deslocaram em 2015 devido a catástrofes naturais na Índia, China e Nepal, principalmente.
No total, os conflitos e catástrofes naturais fizeram 27,8 milhões de novos deslocados em 2015.
"Os números equivalem às populações de Nova York, Londres, Paris e Cairo juntas", assinalou Egeland.
Cinco países - República Centro-Africana, Colômbia, Iraque, Sudão do Sul e Sudão - não saem do Top 10 desde 2003. "Isto revela, mais uma vez, que falta ajuda e que os deslocados permanecem nesta situação durante anos", disse Alexandra Bilak, diretora da IDMC.