Macri justificou a situação afirmando que trata-se de "uma operação legal", que não tem "nada de raro".
Franco Macri, pai do presidente e proprietário de um dos grupos empresariais mais importantes da Argentina, assumiu a responsabilidade por ter colocado o nome do filho como "diretor circunstancial" de uma empresa que não foi ativada.
O advogado constitucionalista Eduardo Barcesat disse nesta quarta-feira que entrará com outra ação judicial contra Macri pelo mesmo tema.
"Quando alguém constitui uma empresa "offshore", ao menos pretende sonegar impostos, e quando ocorre isto, comete crime de evasão...", disse Barcesat a jornalistas.
A Câmara dos Deputados rejeitou um pedido da Frente de Esquerda e dos Trabalhadores (FIT) para que Macri seja convocado pelo Congresso para se explicar sobre o caso. A iniciativa recebeu 131 votos contra, 89 a favor e 16 abstenções.
O nome de Macri aparece nas "offshore" Kagemusha S.A., inscrita no Panamá, e Fleg Trading Ltd., empresa das Bahamas, segundo a investigação "Panama Papers".