O presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Marco Polo Del Nero, no Rio de Janeiro, no dia 29 de maio de 2015 O presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Marco Polo Del Nero, no Rio de Janeiro, no dia 29 de maio de 2015

Indiciado pela justiça americana em meio ao escândalo de corrupção da Fifa, o presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Marco Polo Del Nero, apresentou nesta quinta-feira um pedido de licença do cargo, informou a entidade no seu site.

"A Confederação Brasileira de Futebol vem a público informar (.

..) que o presidente Marco Polo Del Nero apresentou pedido de licença do cargo com a finalidade de se dedicar à sua defesa, em vista de ter seu nome mencionado em acusações relatadas pela Justiça norte-americana e pelo Comitê de Ética da Fifa", anunciou a nota oficial da CBF.

Durante o período de licença de Del Nero, foi designado como presidente interino o vice-presidente Marcus Antônio Vicente, deputado federal (PP-ES), e ex-presidente da Federação Capixaba.

Mais cedo nesta quinta-feira, um porta-voz da câmara de investigação do Comitê de Ética da Fifa confirmou à AFP que foi aberta um procedimento contra Del Nero no dia 23 de novembro.

"Em nenhum dos procedimentos mencionados foi conferida ciência ao presidente do conteúdo das acusações, sendo certa sua absoluta convicção da comprovação de sua inocência, tão logo possa exercer os consagrados e constitucionais direitos ao contraditório e à ampla defesa", acrescentou o comunicado da CBF.

Além de Del Nero, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou na tarde esta quinta-feira o indiciamento de Ricardo Teixeira, presidente da CBF de 1989 a 2002, e outros 14 altos dirigentes latino-americanos.

Dois desses cartolas, o paraguaio Juan Ángel Napout, presidente da Conmebol, e o hondurenho Alfredo Hawit, presidente da Concacaf, forma detidos na manhã desta quinta-feira em um hotel de luxo de Zurique, onde participavam da reunião do Comitê Executivo da entidade.

Napout e Hawitt, que também são vice-presidentes da Fifa, foram presos no mesmo hotel de luxo onde aconteceu a primeira grande onda de detenções, em 27 de maio.

Na mira da justiça

Na ocasião, outros sete cartolas acabaram atrás das grades, entre eles o brasileiro José Maria Marín, predecessor de Del Nero na presidência da CBF, que cumpre hoje prisão domiciliar em Nova York.

Del Nero não viaja mais para fora do Brasil desde a detenção de Marin.

Ele estava em Zurique quando o predecessor foi detido, para participar do congresso da última eleição presidencial da Fifa. Deixou a Suíça logo no dia seguinte, sem participar da votação.

Na semana passada, o presidente da CBF já havia renunciado ao cargo no comitê executivo e foi substituído por Fernando Sarney, vice-presidente da CBF e filho do ex-presidente da República José Sarney, que participa desde quarta-feira da reunião do órgão, também em Zurique.

Foi por conta desta reunião que Napout e Hawit estavam na cidade suíça, onde acabaram detidos.

A procuradora-geral dos Estados Unidos, Coretta Lynch, também fez questão de mandar "um recado claro" aos dirigentes indiciados que "permanecem na sombra", uma ameaça velada contra Del Nero e Teixeira. "Saibam que vocês não vão escapar da nossa mira", disparou.

"Cada um desses 16 novos suspeitos foi indiciado por extorsão organizada e por outras infrações ligadas a abusos cometidos no exercício de suas funções, durante um longo período", explicou Lynch.

"O nível de traição de confiança neste caso é revoltante, e o nível de corrupção é inconcebível", enfatizou.

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