Foi anunciado por ocasião da cúpula sobre segurança nuclear realizada em Washington.
"Kim dirigiu o teste de um sistema antiaéreo teleguiado de um novo tipo e, sob sua observação, foram lançados foguetes antiaéreos que impactaram com precisão em falsos alvos aéreos inimigos", indicou a KCNA.
O número um norte-coreano "expressou sua grande satisfação pelo teste coroado com este êxito", uma nova demonstração contundente, segundo ele, do rápido crescimento da capacidade defensiva do país, informou a agência oficial.
Em Seul, o ministro sul-coreano da Defesa declarou que a Coreia do Norte lançou um míssil antiaéreo, na sexta-feira, desde a cidade oriental de Sandok.
Há um mês, Kim vem supervisionando vários exercícios militares, entre eles vários testes de mísseis balísticos de médio alcance, de um sistema lança-foguetes múltiplo e de artilharia de longo alcance, como resposta a algumas manobras militares conjuntas realizadas anualmente na Coreia do Sul e seu aliado Estados Unidos.
A notícia da KCNA coincidiu com a realização, em Washington, de uma cúpula de dois dias sobre segurança nuclear que teve a Coreia do Norte como tema principal e na cúpula de dois dias sobre segurança nacional, em que aconteceram discussões entre o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e os dirigentes da China, Coreia do Sul e Japão.
Obama destacou, na quinta-feira, neste último evento, a necessidade de "aplicar, com vigilância, fortes medidas de segurança da ONU" adotadas em relação à Coreia do Norte depois de seu quarto teste nuclear em janeiro, seguido de um lançamento de foguete considerado pelos ocidentais um teste dissimulado de míssil militar.
Estas atividades constituem graves violações de várias resoluções do Conselho de Segurança da ONU.
O quarto lançamento nuclear norte-americano conduziu à adoção, em 2 de março, pelo Conselho de Segurança, de um novo conjunto de sanções de uma magnitude sem precedentes.
A imprensa oficial Pyongyang qualificou as críticas formuladas na cúpula de Washington como uma tentativa insensata de discutir o "acesso legítimo" da Coreia do Norte "às armas nucleares".