"Mas isto só é o começo de um processo", advertiu o diplomata britânico, que pediu às facções líbias que ainda não assinaram o acordo a "apoiá-lo e colaborar com o governo de união".
A resolução considera positiva "a assinatura, em 17 de dezembro, do acordo político líbio de Skhirat, que prevê a criação de um governo de união nacional" com base em Trípoli.
A Líbia está mergulhada no caos, com facções armadas disputando o território e o controle sobre o petróleo do país desde que as insurreições de 2011 terminaram derrubando o ditador Muamar Kadhafi.
O governo reconhecido pela comunidade internacional foi expulso de Trípoli em agosto de 2014 e tem sua base no leste do país, enquanto o outro corpo governante apoiado por islamitas opera na capital.
A resolução pede ao Conselho da Presidência, criado pelo acordo líbio, "para iniciar, em um prazo de trinta dias" a composição do novo governo e assegurar as "disposições de segurança" necessárias para estabilizar o país.
A partir do momento em que este governo começar a funcionar, informaram os diplomatas, poderá pedir ajuda para combater os jihadistas do grupo Estado Islâmico (EI) e para gerenciar a migração do país para a Europa.
O grupo EI tem aproveitado a desordem na Líbia para se estabelecer na costa líbia, particularmente na região de Sirte, a 450 km de Trípoli, e conta com 2.000 a 3.000 combatentes locais ou estrangeiros.