"O fato de que Putin tenha tido de despachar suas próprias forças, sua própria Força Aérea e tenha tido de lançar esta operação militar de envergadura (...) demonstra que a posição de Assad é frágil, não forte", observou.
Quando Moscou iniciou sua campanha aérea na Síria em 30 de setembro, Obama advertiu a Rússia sobre os riscos de que estaria se metendo em um "atoleiro".
"A questão é saber como se põe fim aos sofrimentos, como se estabiliza a região e se freia esse maciço êxodo de refugiados (...), como se freia a violência e os bombardeios a escolas, hospitais e a civis inocentes (...) É o que eu queria dizer quando falei de 'atoleiro'", explicou.
"Agora, Putin pode pensar em que está disposto a que a Rússia ocupe a Síria de maneira permanente. Vai lhe custar muito caro", acrescentou.
Há um ano e meio, Obama aposta na eficácia dos bombardeios aéreos de uma coalizão de 65 países contra posições do grupo Estado Islâmico na Síria e no Iraque. "Isso não vai parar", prometeu.
O governo americano é criticado por sua falta de liderança diante da intensificação e da internacionalização da guerra e por sua incapacidade de evitar que seu aliado turco bombardeie os curdos sírios, assim como de evitar que os russos reajam.
Em 2008, Obama foi eleito graças a sua promessa de retirar os Estados Unidos dos conflitos no Oriente Médio, após a catástrofe produzida no Iraque.