"Apelamos todas as partes para que aceitem um cessar-fogo imediato e completo em toda a Líbia", acrescentaram, reafirmando seu compromisso em fornecer uma assistência humanitária aos habitantes.
Segundo a ONU, 2,4 dos 6 milhões de líbios passam por necessidades, apesar das riquezas petrolíferas do país.
As potências ocidentais desejam que um Governo de união tome as rédeas do país para frear o avanço do grupo Estado Islâmico (EI), além de combater as redes de traficantes que todos os meses mandam para a Itália milhares de migrantes em condições desumanas.
"Nós não podemos permitir que o status quo perdure na Líbia", insistiu o secretário de Estado americano, John Kerry, durante uma coletiva de imprensa.
Além de Kerry, a reunião conta com a presença do enviado da ONU para Líbia, Martin Kobler, bem como de representantes de 18 países europeus e árabes e representantes de diversas facções rivais líbias.
Depois do compromisso obtido na sexta-feira em Túnis por delegações dos dois parlamentos rivais - de Tobruk (leste), reconhecido pela comunidade internacional, e de Trípoli - de assinar na quarta-feira o acordo apoiado pela ONU, a reunião deste domingo está destinada a mostrar a solidariedade internacional para com o país.
Na quarta, representantes dos dois parlamentos líbios rivais assinarão no dia 16 de dezembro um acordo que prevê a formação de um governo de unidade nacional.
"A assinatura do acordo político será realizada em 16 de dezembro", declarou à imprensa Salah al Majzun, do parlamento de Trípoli. Um membro do arlamento rival, de Tobruk, Mohamed Shueib, confirmou a informação.
"Faço um apelo aos meus colegas a que se unam neste diálogo entre líbios, sob a égide da ONU", acrescentou o representante do Parlamento, reconhecido como autoridade pela comunidade internacional.
Shueib fez um apelo para que o restante dos parlamentares se una a este esforço.
Do lado rival, outro vice-presidente do Parlamento de Trípoli, Awad Mohamed Abdul Sadiq, tinha anunciado no domingo passado que representantes das duas facções tinham chegada a um acordo político, em outro diálogo que não contou com a participação da ONU.
Para alcançar este acordo paralelo, as duas partes tinham concordado em manter fora das negociações a ONU, que há meses tentava resolver a crise na Líbia, mas cujas ações são denunciadas uma "intromissão estrangeira" pelas facções mais extremas dos dois governos.
Desde a queda em 2011 do regime de Muanmar Kadhafi, propiciada por uma operação militar na qual participaram países como França, Estados Unidos e Grã-Bretanha, a Líbia está afundada no caos.
A comunidade internacional tenta há tempos conseguir em vão um acordo interlíbio para formar um único governo.