"O Conselho de Paz e Segurança decidiu ontem (quinta-feira) enviar tropas ao Burundi para proteger os civis", disse à AFP Bonaventure Cakpo Guebegde, do escritório regional do Burundi do CPS.
"Agora temos duas opções: enviamos tropas com o consentimento do governo do Burundi ou esperamos o consentimento dos chefes de Estado africanos, o que implica a aprovação dos dois terços. Preferimos chegar a um acordo com o governo do Burundi", acrescentou o diplomata.
No entanto, é pouco provável que as autoridades do Burundi, que denunciam a ingerência da comunidade internacional na crise política que o país vive há oito meses, aceitem uma mobilização de tropas estrangeiras em seu território.
Em novembro passado, a ONU havia indicado que estudava a possibilidade de enviar Capacetes Azuis ao Burundi se a violência aumentasse e se tornasse incontrolável.
A decisão da CPS ocorre uma semana após o ataque de 11 de dezembro contra três campos militares em Bujumbura e na província que deram lugar aos combates mais intensos no Burundi desde o golpe de Estado militar abortado de 13 e 14 de maio.